Oficinas de composição musical em Domingos Martins

Alunos de duas escolas públicas da cidade participam do segundo ano do projeto “Escola de Compositores”

Escola de Compositores

O Espírito Santo é berço de compositores e músicos que ganharam destaque nacional e internacional. Artistas como, Zé Renato, Jair Amorim, Carlos Imperial, Sérgio Sampaio, Raul Sampaio, Roberto Menescal, Nara Leão, Roberto Carlos, fazem parte da história da música brasileira e são referências para as oficinas de composição musical projeto “Escola de Compositores, que começam nesta segunda-feira (16), em duas escolas de Domingos Martins.

Durante toda a semana, alunos das escolas: Santa Isabel e Mariano Ferreira de Nazareth, terão a oportunidade de conhecer a história de compositores e músicos capixabas, e experimentar possibilidade de escrita a partir da música. Uma ação que resulta no aumento da autoestima, autoconhecimento e desenvolvimento da capacidade crítica e criativa. Ao final das oficinas, os adolescentes gravaram um CD com suas composições musicais.

O projeto “Escola de Compositores” é uma realização da Caju produções em parceria com a produtora, Mariana Sathler, com recursos do Funcultura e da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo – Secult.

Escola de compositores

O projeto pretende realizar oficinas de composição em escolas públicas do Espírito Santo, em especial em cidades de onde grande parte de nossos artistas são originários, incentivando, também, que estes estudantes conheçam e passem a respeitar/admirar os artistas que surgiram de sua localidade, entendendo-a como potencial.

O processo metodológico deste projeto se inspira na experiência realizada na Escola Estadual JK (MG) por um grupo de estagiários da disciplina Prática de Ensino do Curso de Música da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) que resultou em composições de crianças de 08 a 14 anos.

“As composições foram realizadas em grupo. As crianças se organizaram da forma e com quem quiseram. As primeiras reações foram de estranheza. Compor? Compor o quê? Diziam que não sabiam compor, ou que não eram compositores. Diziam que o compositor era alguém muito importante e que eles não eram importantes. Depois desse primeiro momento de estranhamento as crianças foram se organizando. Os grupos foram se modificando ao longo do trabalho. À medida que as composições aconteciam esses grupos tiveram mutações ou porque os interesses iam mudando, ou por se identificarem com os colegas, ou porque gostavam da música do outro grupo que começava a tomar forma. No início havia um grupo que tinha 2 meninos e as demais meninas, mas no final, um aluno ficou sozinho e terminaram 2 grupos: um de 8 meninos e outro de 6 meninas. A composição era livre. A única sugestão dada foi que a música deveria trabalhar com o tema: a escola. Não foi sugerido nem o gênero de música ou estilo, instrumentação, duração ou letra, nem de que lugar partiria ou iniciaria o processo da composição.”

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