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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 7º FECIN

Divulgação marca fecin

Séries de TV voltam a fazer parte da seleção e premiação do festival em Muqui

Estão abertas até o dia 30 de julho as inscrições de obras de curta-metragem e séries de TV da sétima edição do FECIN, o Festival de TV e Cinema do Interior do Espírito Santo realizado em Muqui, maior sítio histórico do estado. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por produtoras independentes e cineastas brasileiros no site da Caju Produções onde o proponente poderá acessar o regulamento com as regras gerais da seleção.

Inscrições: https://bit.ly/2Jd0m63  

Regulamento: https://bit.ly/2kQwwFN

Previsto para novembro de 2018, o Fecin realizará duas mostras competitivas. Numa delas serão selecionados filmes de curta-metragem de até 15 minutos nos gêneros de ficção, documentário, animação, experimental ou híbrido finalizados entre 2016 e 2018. Na outra, que marca a retomada dos diálogos e mostras de TV, o festival selecionará episódios de séries ou pilotos inéditos nas categorias ficção, documentário e ou animação de até 13 minutos de duração, exibidos em grade nacional – aberta ou fechada –  lançados entre 2015 e 2018, todos inéditos no evento. Os filmes selecionados pela curadoria serão exibidos no festival e os melhores filmes eleitos pelo júri receberão o troféu “Catraca”, tradicional premiação do evento.

O FECIN, Festival de Cinema do Interior do Espírito Santo  é uma ação cultural de cunho cinematográfico realizada desde 2012 no sítio histórico da cidade de Muqui. O projeto foi criado no intuito de expandir o diálogo audiovisual capixaba promovendo seu fomento e valorização. O objetivo da iniciativa é potencializar o cinema em comunidades interioranas. Desde 2013 o evento reforça o conceito do IN, de INterior, também explorando temas como a INdependência, a INternacionalização, a INvenção, a INtegração, a INspiração, a INtrospecção, o INfinito, dentre outras palavras que reforçam o IN das criações humanas. Neste contexto temático, o FECIN este ano fortalece o conceito de Memória & Patrimônio.

MEMÓRIA DA COR

Inspirado nos trabalhos desenvolvidos pela artista multimídia Monica Nitz (ES), a nova edição do Fecin reflete sobre a memória da cor, tema que ilustra não apenas a identidade visual do evento, como as ações de intercâmbio cultural protagonizadas por artistas e jovens em uma atividade de imersão artística que evidencia Muqui, seu patrimônio, a memória e as características socioculturais do município.

Como as sete cores do arco-íris, o Fecin chega à sua 7ª edição quase como um fenômeno óptico: a luz da tela ilumina praças e ruas e faz olhos brilharem. Estendemos nosso olhar para a cidade como patrimônio, para o cinema e as relações entre eles. O Fecin é o único  festival de cinema do interior do Espírito Santo realizado em sítios históricos preocupado em formar público e democratizar a cultura através da difusão de obras audiovisuais brasileiras, promovendo diálogos e formações.

A memória do passado visual arquitetônico da cidade, mescla-se com as cores e multiplicidades da cultura popular: o Boi pintadinho e a Folia de Reis, manifestações culturais e folclóricas tradicionais do município, e se ressignificam com o olhar de quem chega na cidade, participa, integra e se apaixona por essa cultura de cores.

 

SERVIÇO

Inscrições abertas para o 7º FECIN

Caju Produções

Rua Aleixo Neto, 636, fundos, Praia do Canto, Vitória (ES)

(27) 3026 0051

cajuprod@gmail.com

Cine.Ema 2018

O que fazer na vila de Burarama

Cachoeira dos Perim

Localizada a 40 quilômetros de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, a  Vila de Burarama, aguarda os visitantes com as atrações do interior, com destaque para poços, cachoeiras e propriedades rurais.

A região faz parte do projeto Corredores Ecológicos, do Instituto Capixaba de Ecoturismo (ICE), com grande potencial turístico. Um dos lugares para conhecer é corredor que fica entre Burarama, Pacotuba e Cafundó (Não a de Judas rsr), uma grande área de conservação da Mata Atlântica.

As propriedades  rurais é de todo aconchego entre as formações rochosas que formam diversas quedas d’água.

CACHOEIRAS E POÇOS:

Cachoeira do Perim;

Poço dos Carás;

Poço Preto;

Poço do Pedro:

Cine.Ema 2018

Veja como chegar ao charmoso distrito que sedia o Cine.Ema

CINE.EMA

Pouco mais de 40 quilômetros separam a linda e aconchegante Burarama de Cachoeiro de Itapemirim. A chegada ao bucólico distrito é através da rodovia Cachoeiro-Alegre. A estrada é pavimentada e a sinalização eficiente garante as informações necessárias para chegar ao local.

Vale uma dica: as belezas do lugar vão proporcionar fotos incríveis! E quando for postar, não esqueça de marcar as redes sociais do Cine.Ema.

Cine.Ema 2018

Saiba onde se hospedar em Burarama para o Cine.Ema

Foto: Detinha Son

Foto: Detinha Son

O jeito bucólico de Burarama remete a rodas de conversa na rua, cafezinho da tarde na casa do vizinho e este clima de aconchego está refletido nas hospedagens disponíveis no local. No distrito, as opções são os conhecidos como ‘Cama e Café’, onde os hóspedes ficam acomodados em quartos de casas particulares, com direito a delicioso café da manhã. E o melhor de tudo, todas pertinho de onde acontece o Cine.Ema, que esta semana vai movimentar o distrito, com uma seleção especial de curtas-metragens e shows variados!

Ainda não fez a sua reserva? Então anote os contatos?

Angela Gava – (28) 99993-7933
Gracinha Sabadine – (28) 99992-9122
Maria Aline – (28) 99963-3571
Marlucia Bermute – (28) 99966-9208
Telma Gava – (28) 99949-0260
Mere – (28) 99957-4541
Maria Aparecida – (28) 99942-5564 Kátia Perim (28) 99991-5665

Cine.Ema 2018

Acessibilidade no Cine.Ema 2018

Acessibilidade no Cine.Ema

Acessibilidade e inclusão na quarta edição do Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo – Cine.Ema.  Com o olhinho brilhando de emoção, informamos que o festival dessa no, em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, terá sessões com filmes em closed captions, audiodescrição e libras.

O Festival acontece nos dias 8 e 9 de junho, com sessões de cinema gratuito na praça José Gava.

Cine.Ema 2018

Pedra da Ema pode se tornar Patrimônio Natural do Espírito Santo

Pedra da Ema

Pedra da Ema

Ícone paisagístico do distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, e símbolo do festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo, Cine.Ema, a Pedra da Ema pode se tornar Patrimônio Natural do Estado. O processo de tombamento está em fase final de análise  na Secretaria Estadual de Cultura (Secult). A proposta foi apresentada em 2015 por Deusdete Alle Son , ativista ambiental e produtora do evento. Detinha, como era conhecida faleceu em 2016.

A ideia do tombamento acompanha o Cine.Ema desde a realização da primeira edição. Tânia Caju, produtora do festival relembra que no seu início, Detinha logo se apressou em conversar com proprietários dos terrenos de onde fica a Pedra da Em, que toparam de imediato a proposta. Com a documentação reunida, Detinha e Tânia protocolaram o pedido na Secult e prefeitura municipal de Cachoeiro.

“Essa ideia foi de Deusdete, com toda expertise, experiência, e olhar de preservação. Como a pedra se tornou símbolo do festival ela se despertou pelo assunto e começou o movimento”, relembra Tânia Caju.

A pedra é chamada de “Pedra da Ema porque, na sua crosta, existe uma parte, com uma mancha esbranquiçada, que, em determinadas épocas do ano, quando os raios de sol ‘batem’ na rocha forma uma figura que parece retratar uma ave pernalta.  Além de sua beleza natural, a Pedra da Ema guarda a história de uma lenda capixaba.

O TOMBAMENTO

O processo de tombamento está prestes a ser finalizado pelo Conselho Estadual de Cultura da Secult. Segundo informações divulgadas pela pasta, falta a anuência dos proprietários do entorno do monumento, que já manifestaram interesse em transformar a Pedra da Ema em Patrimônio Natural do Estado.

“Foi verificado que ela ultrapassar a relevância local e por isso está sendo tombada. O trabalho é pela história que a pedra representa representa na paisagem das pessoas da região e do Espírito Santo”, explica Rodrigo Zotelli, gerente e memória e patrimônio da Secult.

A lenda da Pedra da Ema

Segundo moradores locais, um escravo teria enterrado um fazendeiro antes de morrer ao lado de um valioso sino de ouro. O tesouro ficava à sombra de uma sapucaieira, em cuja base repousava uma pedra encantada. De acordo com a lenda, o fazendeiro se transformou em uma ema para tentar recuperar o tesouro.

Troféu Sino

Baseado na lenda da Ema, o sino  representa  as nossas preciosidades  pessoais  e as asas simbolizam a permissibilidade de encontramos  detalhes internos e transformarmos estes em novas características pessoais, dando asas a nossa imaginação, a nossa evolução e tornando-nos seres melhores. O troféu, prêmio dos melhores curtas selecionados na Mostra Competitiva do Cine.Ema, é confeccionado com resíduos industriais para afirmar o conceito de sustentabilidade.

O troféu é uma criação do artista plástico Bruno Salvador

O troféu é uma criação do artista plástico Bruno Salvador

 

Cine.Ema 2018

Conheça os jurados do Cine.Ema

Jurados Cine.Ema 2018

Um time gabaritado foi escalado para integrar o júri do Cine.Ema, festival de cinema ambiental que vai acontecer em junho, em Burarama. A missão de selecionar quais curtas concorrentes vão faturar o “Sino de Ouro”, caberá à Leandra Moreira, presidente da ABD Capixaba, especialista em Cinema pela ECA/USP, ao roteirista, diretor de produção e fotógrafo, Orlando Bomfim Netto, que tem de 15 curtas e médias e 10 longas no curriculum e Ériton Berçaco, organizador da mostra “Pare, olhe, escute” e curador do Fecin – Festival de TV e Cinema de Muqui. “Esta é a minha primeira experiência em uma comissão julgadora. Não é uma missão fácil julgar o trabalho do outro, mas me dá conforto saber que dividirei essa responsabilidade com profissionais incríveis, pois sei que seremos o mais justos e criteriosos possível”, declara Leandra. Ela garante que, embora seja uma mostra competitiva, não há concorrência. “Não é uma disputa, é arte. No audiovisual somos poucos e torcemos sempre uns pelos outros”, garante.

Cine.Ema 2018

Festival promove intercâmbio entre cineastas

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Além de levar para o público uma seleção super bacana de curtas com a abordagem sustentável, o Cine.Ema também proporciona um verdadeiro intercâmbio entre cineastas de vários cantos do país. Para se ter ideia, nesta edição do evento, há concorrentes de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pernambuco, que vão se juntar aos capixabas que sempre prestigiam a grande festa do cinema ambiental.

Empolgado para o início do festival, o cineasta mineiro Renato Gaia diz que sempre que pode prestigia esses eventos, pois vê uma grande oportunidade de troca com outros diretores. “Quando a gente vê filmes de outros diretores, temos vontade muito grande de trocar ideias e olhares, e esses festivais permitem essa interação”, destaca. Para ele, é gratificante ter a chance de conhecer além dessas pessoas, que como ele, fazem e vivem o cinema. “Passamos a conhecer não apenas as pessoas, mas a entender melhor a sua obra”, diz.

Cine.Ema 2018

Cineasta Orlando Bomfim Netto será homenageado no Cine.Ema

Orlando Bomfim - Bianca Sperandio

Orlando Bomfim – Bianca Sperandio

O roteirista, diretor e fotógrafo Orlando Bomfim Netto, de 77 anos, será homenageado na quarta edição do Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema). Orlando foi o primeiro cineasta a registrar sistematicamente, a partir da década de 1970, aspectos da cultura do Espírito Santo em documentários que se tornaram peças valiosas do patrimônio histórico e da cinematografia capixaba.

Reconhecido como um dos grandes mestres do cinema capixaba moderno, Orlando Bomfim Netto é mineiro de nascimento, mas criado no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira em 1969, com a realização do curta-metragem carioca Status 69. Sempre ligado ao Espírito Santo, realizou em 1975 seu primeiro documentário em terras capixabas, o histórico Tutti Tutti Buona Gente, retratando o centenário da imigração italiana no Estado.

Entre as produções feitas no estado se destacam também dois trabalhos premiados de temática ambiental: Itaúnas – Desastre ecológico (1979) e Augusto Ruschi Guainumbi (1979). Os filmes vão ser exibidos durante o Cine.Ema que acontece nos dias 8 e 9 de junho de 2018, no distrito de Burarama, Cachoeiro de Itapemirim.

Orlando Bomfim relembra que diversos acontecimentos na época provocaram o interesse pelas produções dos documentários. Ele conta que a reserva ambiental construída do Ruschi em Santa Teresa quase foi vendida pelo governo estadual e que diversos moradores do município não gostavam do ambientalista por sua defesa a natureza.  

“Augusto Ruschi era um gênio conhecido no mundo inteiro, com centenas de condecorações no exterior, e aqui ninguém ligava para ele. Em Santa Teresa tinha gente que não gostava dele, porque ele não queria que as pessoas matassem animais. Esse pessoal de imigração  tinha o hábito, por necessidade, de caçar. O Ruschi começou a combater isso, indo nas escolas, ensinando, como também começou o movimento ambiental a ter importância”, relata Orlando.

Ainda de acordo com Orlando, foi por meio de muito trabalho que os documentários puderam ser filmados e depois exibidos. Acredita que o esforço não foi em vão. É importante para a preservação da história do desenvolvimento do Estado, e desperta o interesse para a proteção do Meio Ambiente. Como o passado de Itaúnas, coberta pela areia. Uma curiosidade é que, no documentário, o cineasta inseriu ilustrações feitas pelo desenhista Carybé, que realizou uma viagem pelo Espírito Santo em 1953. Naquela época a areia ainda não tinha coberto as casas e a antiga igreja da vila.

“É importante ter esses registros. A areia foi subindo porque não tinham mais árvores. Não tinha vegetação. No Espírito Santo, cortava-se Jacarandá para exportar. Uma vez exibindo os filmes em uma escola, uma criança perguntou se o Espírito Santo tinha Mata Atlântica”, relembra o cineasta.

SOBRE ORLANDO

Orlando Bomfim Netto é roteirista, diretor, diretor de produção e fotógrafo brasileiro. É fundador, diretor e presidente da ABD-RJ reeleito, até 1981 e fundador e 1º Presidente da ABD/ES em 2000.

É diretor e produtor de mais de 15 curtas e médias. Participou da produção de mais de 10 longas, como o filme Tio Maneco, O Caçador de Fantasma de Flávio Migliaccio, e o longa Quem Tem Medo de Lobisomem de Reginaldo Farias. Orlando chegou ainda a atuar como Secretário Executivo da Câmara Estadual do Audiovisual do ES.  

Cine.Ema 2018

Cine.Ema divulga filmes selecionados para mostra competitiva

PEDRO E O VELHO CHICOPEDRO E O VELHO CHICO

Festival de cinema ambiental vai acontecer em junho, em Burarama. Esta edição traz como novidade a seleção de filmes voltados para o público infantil

Acabou o suspense! O Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema) acaba de divulgar o resultado dos filmes selecionados para a mostra competitiva que vai acontecer no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, em junho. Oito curtas com a temática ambiental concorrem ao troféu “Sino de Ouro”, honraria dada para as melhores produções audiovisuais nas categorias animação, documentário e ficção.

Minas Gerais foi o Estado com maior número de filmes selecionados, três no total: “Pedro e o Velho Chico”, de Renato Gaia, “Tembîara”, de Jackson Abacatu, e “A garota que reciclava sonhos”, de Patrick Moysés. Também concorrem os curtas “A Horta”, de Carla Leoni e Richard Dantas, “Desbrava”, de Gustavo Girotto, “Latossolo”, de Michel Santos, “Nanã”, de Rafael Amorim e “Cisternas nas escolas”, de Tiago Vieira dos Santos. O Cine.Ema 2018 recebeu um conjunto de cerca de 100 filmes, entre os da mostra competitiva e os da não-competitiva para uma reflexão cultural e de educação ambiental a partir do tema “Cadê a árvore que tava aqui?”, que foram julgados pelos curadores Ilka Westermeyer, Leonardo Merçon e Roberta Fassarela.

Além da seleção para a Competitiva, os curadores embarcaram na missão de escolher obras sobre meio ambiente para o público infantil, que compõem a mostra inédita Cine.Eminha. A curadora Roberta Fassarela destaca que pode parecer fácil demonstrar uma alusão da participação de crianças e jovens em ações de pro atividade pela questão ambiental, pura e simplesmente mas não é. “Nosso desafio é de nos lançarmos numa aventura de intersubjetividades e abordar a relação de crianças com a natureza; a questão ecológica da sociedade, porém relacionando-a a perspectiva infanto-juvenil; reconhecer o protagonismo infanto-juvenil nas discussões ambientais, resgatar nossa criança criativa frente a nosso adulto que adultera; e muito mais”, declara. Segundo ela, refletir sobre o roteiro, produção, imagens, sons e edição completa o exercício de diálogo com esses saberes-e- fazeres, que, em resumo, almejam um mundo melhor em que nos incluímos como pessoas melhores. “Nossas escolhas para a mostra são simplesmente um pequeno-grande recorte de nosso prazer por compartilhar essa aventura! Tem animação, documentário, ficção e mais expressões de nossas esperanças coletivas de seguirmos juntos. E vamos!”, enfatiza.

O festival tem como proposta reconhecer a produção audiovisual destinada ao relacionamento com o meio ambiente nas mais diversas formas narrativas e introspectivas, trazendo à tona a importância da preservação de forma criativa, dinâmica e interativa, proporcionando um verdadeiro encontro entre a cultura e os aspectos naturais que circundam o distrito e a diversidade do Brasil.

Inspirado na Pedra da Ema, ícone natural e paisagístico de Burarama, o “Cine.Ema” é realizado desde 2015 e conta com uma vasta programação, com atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito de Burarama, que é considerada a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado.

Os curtas serão exibidos para o público nos dias 8 e 9 de junho, na Praça José Gava, com entrada gratuita. O vencedores serão conhecidos no encerramento do evento.

Mostra Cine.Eminha
A grande novidade desta edição do evento é o Cine.Eminha, uma mostra de cinema ambiental infantil. Os filmes também passaram pela avaliação dos curadores e os selecionados são: “Os Segredos do Rio Grande”, de Analúcia Godoi e os alunos do Projeto Animação (ES/MG, animação, 5min), “Bolona de Pelo”, de Almir Correia, (PR, animação, 11min), “As aventuras da Marigota – Quem conta um conto, aumenta um ponto”, de Daniel Barosa e Nikolas Maciel (SP, animação, 5min), e “O menino leão e a menina coruja”, de Renan Montenegro (DF, ficção, 16min).

Sobre os curtas

– Desbrava, de Gustavo Girotto (SP), doc, 8min
Após muito tempo sem acampar, dois amigos partem em busca da cachoeira do Itiquira, uma das maiores do Brasil. No caminho, se aventuram refazendo uma trilha que marcou sua infância no cerrado brasileiro.

– A Horta, de Carla Leoni e Richard Dantas (SP), fic, 12min
Em um mundo distópico, Camila precisa escolher entre viver em sua zona de conforto ou romper as amarras e entrar numa desconhecida, porém fascinante realidade. Curta-Metragem vencedor do edital 21 Cultura Inglesa Festival.

Pedro e o Velho Chico, de Renato Gaia (MG), ani, 18min
Curta metragem de animação inspirado no livro infantil “Pedro e o Velho Chico”, conta a história do garoto Pedro e do catador de material reciclável “Seu Chico“. Ao emprestar seu diário ao garoto o “Velho Chico” o convida para uma viagem mágica pelo rio São Francisco. Apresenta um universo lúdico de leveza, magia e encantamento para as crianças, o curta traz reflexões importantes para as futuras gerações acerca dos problemas que envolvem o Rio São Francisco. O curta foi premiado com o troféu canoa de Tolda como melhor filme por juri popular durante o Circuito Penedo de Cinema 2018.

Latossolo, de Michel Santos (BA) híbrido, 18min
O filme aborda de forma sensorial as relações humanas e a exploração da agricultura na região oeste da Bahia. Suas consequências sociais e ambientais no crescimento da cidade de Luís Eduardo Magalhães, utilizando da montagem e da construção imagética e sonora como narrativa.

Nanã, de Rafael Amorim (PE), fic, 25min
Em um complexo portuário e industrial, a população enfrenta o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra. “Uns escutam raízes, outros sussurram, a Terra se abre em gretas, grita. Nanã reimagina o cotidiano no território em trânsito de Suape em Pernambuco, conectado as forças sutis e violentas que o atravessam. Articulando a denúncia de ações mundanas com o anúncio de um mundo por vir. O filme de imagens-sons-re-encanta o mundo ao recriá-lo.”

Tembîara, de Jackson Abacatu (MG), ani, 10min
Narrado na língua tupi, “Tembîara” traz a história de três caçadores, uma caça e um observador, em um lugar onde a ação pode se tornar inútil ante seu objetivo. Inspirado no poema de mesmo nome, que significa “a presa”.

Cisternas nas escolas, de Tiago Vieira dos Santos (GO/BA), doc, 18min
É a história da implantação de um projeto em escolas sertanejas, que aliou novas oportunidades para o desenvolvimento da criança, através de cisternas e hortas comunitárias.

A garota que reciclava sonhos, de Patrick Moysés (MG) fic, 25min
Rosa é uma garota que foge de casa e vai morar na rua. Seu único modo de sobrevivência é a reciclagem do lixo que encontra nas lixeiras de sua cidade. Porém seu destino muda quando encontra antigos colegas de sala de aula.

Serviço
4ª edição do Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo
Oficinas, mostras de cinema, shows e teatro
Data: 05 a 09/06
Local: Praça José Gava, Burarama – Cachoeiro de Itapemirim/ES
Entrada gratuita