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Cine.Ema divulga filmes selecionados

Filmes de oito Estados brasileiros concorrem ao troféu “Burarama” na 2ª edição do Festival de Cinema Ambiental de Cachoeiro de Itapemirim.

A Baleia e o tesouro, IMA

A Baleia e o Tesouro, realização do Instituto Marlin Azul (ES) faz parte da mostra competitiva

Inspirado na Pedra da Ema, o “Cine.Ema” apresenta a seleção oficial dos filmes da mostra competitiva, que integra a programação da segunda edição do Festival de Cinema Ambiental. A curadoria, composta por Léo Merçon e Ilka Westermeyer, do Instituto Último Refúgios, avaliou cerca de 50 obras cinematográficas de todo o Brasil. Foram selecionados 17 filmes de curta duração nas categorias de ficção, animação e documentário dos Estados da Bahia, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul. O festival será realizado nos dia 1 e 2 de julho no distrito de Burarama.

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento socioambiental da comunidade, a Odebrecht Ambiental, a ANA, Agência Nacional de Águas e o Banestes, são algumas das empresas e instituições parceiras do festival. Os vencedores serão premiados em cada categoria com o Troféu “Burarama”, além do prêmio de votação popular.

Buscando fazer de Burarama uma referência cultural e turística no sul capixaba, o festival foi pensado para valorizar a Pedra da Ema localizada no distrito. A pedra leva este nome por estampar em sua superfície a figura de uma Ema, transformando-se num símbolo da região.

Coroas, de Isaac Donato e Marília Cunha, BA

Coroas, de Isaac Donato e Marília Cunha, (BA)

Segundo os sócios da Caju Produções, Léo Alves e Tania Silva (realizadores do projeto) o festival se configura como uma ação de educação ambiental envolvendo comunidade escolar, urbana, rural de áreas quilombolas e periféricas na busca pela transformação social, conhecimento e reconhecimento de suas identidades a partir do diálogo sobre desenvolvimento local relacionando o turismo, a sustentabilidade, a economia criativa e geração de emprego e renda.

A comunidade está preparada e envolvida com o festival desde maio, já que estão sendo realizadas pela produção diversas atividades com foco na formação de capital humano, relacionando com o objetivo principal do desenvolvimento comunitário.

O Cine.Ema é uma realização do Ministério da Cultura, da Caju Produções e do Instituto Últimos Refúgios, com apoio da Odebrecht Ambiental, da ANA (Agência Nacional de Águas), do Ministério do Meio Ambiente e do Banestes.

Oxum, de Denis Leroy

Oxum, de Denis Leroy (MG)

 

LISTA DOS FILMES SELECIONADOS

Coroas, de Marília Cunha | Doc, 14min, BA

Nada, Nadador! de Instituto Marlin Azul, | Ani, 15min, ES

Toda forma se transforma, de Danilo Belchior | Ani, 1min, SP

O dia em que a onça não bebeu água, de Celso Martins | Doc/Fic, 10min, GO

Os Meninos Verdes, de Rosa Berardo | Ani, 10min, GO

Comadre Fulozinha, de Gemerson Sander | Fic, 7min, MG

Manancial, de Bruno Soares | Fic, 7min, PB

Oxum, de Denis Leroy | Ani, 8min, MG

Back to us, de Carlos Silveira | Fic, 3min, SP

Cinza, de Victor Uchôa | Doc, 8min, BA

Dinossauro Rex, de Instituto Marlin Azul | Ani, 3min, ES

Guaçuí, para merecer quem vem depois…de Marcos Loures | Fic, 11min, ES

Salvem o rio, de Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano | Doc, 6min, RJ

A Baleia e o Tesouro, de Instituto Marlin Azul | Ani, 5min, ES

Água fonte de vida, de de Escola José Antônio de Carvalho | Doc, 8min, ES

Retirantes, de Maíra Coelho | Ani, 13min, RS

O Bicho do Buraco, de Instituto Marlin Azul | Ani, 3min, ES

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Projeto Íntima Idade aproxima gerações através da fotografia

Adolescentes de abrigo registram em fotos relações cotidianas de idosos.

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A fotografia é um registro da história, uma forma de eternizar momentos, resgatar lembranças e proporcionar encontros. Não apenas com as memórias do passado, mas também com o presente. Foi através dela que meninas da casa de acolhimento projeto Sol do município da Serra, e idosos do Asilo de Vitória, puderam experimentar momentos únicos por meio da fotografia. O resultado será apresentado em uma exposição no próximo dia 09 de junho, no asilo de Vitória, a partir das 16h.

Com o projeto Intima Idade da fotógrafa Débora Benaim, as adolescentes participaram de três encontros com idosos do Centro de Vivência da 3ª Idade de Vitória, registrando em fotos seu cotidiano e lembranças em contato com o mundo em que vivem.

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Antes da primeira visita porém, as jovens montaram mosaicos demonstrando o que sentem, com recorte e colagem de fotos de jornais e revistas, expressando aquilo de relevante que visualizavam nas imagens, traduzindo seus pensamentos, suas memórias e parte de suas vidas.

Débora Benaim destaca que o relacionamento com as adolescentes começou tímido, tendo em vista as condições históricas que estavam submetidas, e que o relacionamento foi desabrochando, à medida que a equipe de produção e aplicação da oficina foi ganhando a confiança.

“No exercício da fotografia, foi trabalhado a questão de compreensão mútua, valorizando o que elas faziam e estimulando melhoras na produção das fotos. Todo esse envolvimento da equipe, baseada na compreensão e na confiança, gerou intimidade”, disse.

A ação buscou unir gerações promovendo uma troca de experiências e saberes, em um processo de crescimento contínuo que se baseia no respeito mútuo às diferenças de cada fase da vida. As jovens se afeiçoaram aos idosos, o que podemos chamar de uma ‘adoção’ natural, um relacionamento íntimo proporcionado pela fotografia. Com planos de detalhes, como, mãos, pés, quadros na parede, memórias e trechos do cotidiano.

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O projeto da oficina é inspirado na exposição homônima “Íntima Idade” que foi lançada em 2013, quando Débora realizou uma exposição com registros em fotos de sua relação íntima com sua avó, que faleceu aos 93 anos.

O projeto da fotógrafa Débora Benaim tem a coprodução da Caju Produções, e é realizado com recursos do Funcultura da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult).

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SERVIÇO:

Exposição do projeto Íntima Idade

Dia: 09 de junho, a partir dás 16 horas

Local: Asilo dos Idosos de Vitória – Sociedade de Assistência à Velhice Desamparada

Rua Anselmo Serrate, 250 – Monte Belo, Vitória

Informações: Caju Produções | 27 3026 0051

www.cajuproducoes.art.br

 

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Histórias e memórias no bordado

Projeto Ponto de Memória:”Meninas Bordadeiras de Burarama” bordam mapas afetivos

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Bordando a vida com linhas de todas as cores, traços, abraços e amores que lembram raízes. É assim que as bordadeiras do distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, transportam suas emoções, lembranças e memórias para mapas afetivos por meio do bordado.

O projeto Ponto de Memória: “Meninas Bordadeiras de Burarama” existe há 15 anos e envolve mulheres da comunidade. Com leveza e simplicidade em cada ponto, a técnica do bordado foi sendo passada de geração em geração.

Mariângela Grillo Fassarela, coordenadora do projeto, define os momentos de dedicação como únicos e comoventes: “Estamos bordando a vida e nos emocionando, chorando, lembrando de infância”.

A mãe de Mariângela faleceu em março deste ano e deixou um último bordado. A peça foi completada pela filha com os dizeres: “Ana nasceu menina em maio de 1928. Viveu família, serviço, agulhas, linhas e orações. Foi para o céu menina em março de 2016, após terminar este bordado”.

Neste 2016, com o apoio da produtora cultural Caju Produções e da Secult, as mulheres realizaram oficinas para adolescente e demais interessadas em aprender arte e poesia expressadas com linha coloridas e agulhas.

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Nas oficinas, as meninas recém-chagadas buscaram compreender o que seria transformar memória afetiva em bordado. Cada participante levou, de casa, objetos que evocassem lembranças importantes de suas vidas para a construção imagética através do desenho.

A oficineira Fabiane Salume pediu para que cada uma explicasse a escolha dos objetos. Segundo Fabiane, esse foi um dos momentos mais marcantes dos trabalhos.“Foi um momento de muita emoção, a cada relato as lágrimas de todos rolavam, as histórias de vida, alegres ou tristes ali compartilhadas fez nascer uma cumplicidade daquelas mulheres, ou melhor, daquelas ‘meninas’ de todas as idades que compõem o grupo”, contou.

A segunda etapa consistiu em desenhar, isto é, levar para o papel toda representação e significado das lembranças. Apareceram casas de infância, festas de aniversários, flores, a igreja da comunidade, o banquinho da praça que ora era cenário para conversas das amigas, ora namoro da juventude. Havia também pessoas que já partiram, lugares distantes no espaço, amigos, família, amigos e amores.

O passo seguinte foi bordar através dos desenhos, com cores e texturas, enriquecendo as histórias ponto a ponto.

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Cine.Ema realiza oficinas de formação em Burarama

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Foto de Vênus Olivier

Ações de empreendedorismo, observação de aves, produção cultural e cinema ambiental estão sendo oferecidas gratuitamente para a comunidade. 

Começaram as oficinas que integram a programação do 2º Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável de Burarama, que acontece em Cachoeiro de Itapemirim. Estão sendo envolvidos três temas: Observação de Aves; Empreendedorismo e Produção Cultural com foco em hotelaria de cama e café; e Cinema Ambiental.

A oficina de Observação de Aves será uma introdução do tema para despertar o interesse de crianças para esta atividade. A de Empreendedorismo e Produção Cultural deverá preparar pelo menos cinco residências para hospedagem no formato de cama e café, visando estimular a comunidade para este tipo de alternativa de renda. Já a oficina de Cinema Ambiental deverá produzir três vídeos documentais, com orientação técnica de Léo Merçon e equipe UR, tendo como temas as Bordadeiras de Burarama e as Aves de Burarama.

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

Esta é a primeira vez que as oficinas antecederam o Festival, marcado para os dias 1º e 2 de julho, com mostra competitiva de filmes curtas-metragens, palestras, trilhas ecológicas e shows musicais. As oficinas, que começaram nos dias 13 e 14 de maio, seguem com outras datas programadas para o mês de junho.

O objetivo é capacitar a comunidade para as oportunidades geradas pelo festival, visando estimular os moradores para a prática do cinema ou para o turismo e o empreendedorismo criativo, transformando o distrito de Burarama em referência turística e cultural no sul do Estado.

Tendo como tema central “Aves de Burarama”, o Festival é uma realização do Ministério da Cultura, Caju Produções e Instituto Últimos Refúgios. Tem o patrocínio da Odebrecht Ambiental, Agência Nacional de Águas (ANA) e Ministério do Meio Ambiente.

 

Mais informações para a imprensa:

Rita Diascanio e Jackeline Gama – Contatus Comunicação – (27) 3089-4100 / (28) 9 9962-8113

Rosa Malena Carvalho e Milena Camporez – Comunicação da Odebrecht Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim – (28) 2101-3377

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

 

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Ações do Cine.Ema, por Venus Olivier

 

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Cine.Ema realiza oficinas de formação em Burarama

Uniforme: check!

A turma participante da oficina de Observação de Aves está cheia de estilo. Além de camiseta e chapéu oficiais do Cine.Ema, eles têm um kit super estilizado: na mochila, item indispensável para a exploração de campo, há uma câmera fotográfica, um bloquinho para notas de observação e um binóculos para a visão aproximada das aves estudadas.

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A oficina de Cinema Ambiental segue suas atividades

Depois de conhecer um pouco melhor a rotina e as possibilidades de uma produção ambiental, a turma de oficineiros demarcou, com a cineasta Ilka Westermeyer, as funções da equipe que vai para campo produzir um filme. Eles definiram, em laboratório, um roteiro e as responsabilidades que cada um irá ter no momento de filmagem. O filme final será exibido durante a realização do Cine.Ema.

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Binóculos e câmeras para o alto

Após estudar e conhecer o comportamento das aves no primeiro dia de oficina de Observação de Aves, ainda era madrugada quando o segundo encontro começou. No campo, sob olhares atentos de Detinha Son e Filipe Ventura, os oficineiros foram para a aula prática: observar as aves na mata.

O bird watching, ou observação de aves, é uma atividade que remete a “coleção de avistagens”. A observação realizada na natureza promove uma gratificante atividade de lazer e descontração, proporcionando aos praticantes recompensas intelectuais, recreativas e científicas. Alguns dos objetivos dessa oficina são a formação de um núcleo de observadores (a partir do ensino da morfologia das aves e estudo de sistemas ecológicos locais) e a promoção de turismo sustentável.

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No último fim de semana também aconteceram os encontros da oficina de Empreendedorismo e Produção Cultural. Essa oficina, por sua vez, é destinada à comunidade interessada em realizar atividades teóricas e práticas, com o foco em hotelaria de cama e café. Durante sua realização, a intenção é que, pelo menos, cinco residências sejam preparadas para a esse tipo de hospedagem.

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“Escola de Compositores”: novos músicos em ação

As oficinas de composição musical estão a todo vapor em Viana. Os jovens compositores estão engajados nas atividades da “Escola de Compositores” e experimentam a possibilidade de escrita, transformação individual e coletiva através da música, tudo isso sob o olhar atento do músico Fepaschoal, quem ministra o curso.

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De acordo com a produtora do projeto, Mariana Satlher, a capacidade de aprendizado da garotada é impressionante: “É surpreendente a facilidade de assimilação das crianças e adolescentes do projeto no processo criativo”, disse.

O projeto consiste em buscar na infância e na adolescência dos alunos motivos para incentivar os potenciais artistas a trafegar pelos caminhos da imaginação e da criatividade por meio da música. Nas oficinas eles conhecem a história de compositores capixabas que ganharam destaque nacional e internacional como Jair Amorim, Zé Renato, Carlos Imperial, Sérgio Sampaio, Raul Sampaio, Roberto Menescal, Nara Leão, Roberto Carlos.

A “Escola de Compositores” é realizado com recursos do Funcultura e da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.

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Festival Multipliqui leva atrações culturais para Muqui

A segunda edição do festival multicultural será na praça São João Batista

Nos dias 29 e 30 de abril acontece a segunda edição do Festival Jovem de Integração Cultural de Muqui, o Multipliqui. O evento, que será realizado no sítio histórico no sul do Estado, reunirá várias atrações culturais, entre elas, um concurso de bandas independentes.

Com uma nova proposta, o Multipliqui traz ao público a discussão de tomadas de espaços públicos ociosos na cidade, onde é possível criar alternativas para a ocupação com ações culturais e artísticas, colaborando com a identidade local e a criação de novas formas de arte e entretenimento. O próprio local escolhido para a realização das atividades do festival é um exemplo dessa intenção.

O Multpliqui (com i mesmo, de Muqui, de integração, de invenção e interação) é um projeto de integração cultural que foi realizado pela primeira vez em 2013, como um movimento independente de cultura fruto da união de inúmeros coletivos jovens da cidade, propondo ações de intercâmbio cultural e de linguagens, aproximando a multiplicidade das realizações da juventude com o turismo cultural e a economia criativa, incentivando a produção de conteúdo e projeção de materiais criativos, em parceria com o poder público, instituições culturais e sociedade civil.

O projeto promove oficinas, apresentações musicais e ações envolvendo moda e audiovisual.

 

Música, cinema e Moda!

Durante o festival, três bandas concorrerão ao prêmio e troféu “Múltiplos”. A banda vencedora será escolhida pelo público, assim como os concorrentes da categoria videoclipe, na qual o vencedor também receberá o troféu.

Em parceria com o cineclube “CinEstação”, projeções de filmes e teasers serão projetados na parte externa na estação de Muqui.

Também com o coletivo “Muqui na Passarela”, será realizada uma oficina de criação e customização de looks inspirados nas Folias de Reis, ministrada pelo estilista Wander Polati. Os looks criados durante a oficina serão apresentados ao público na noite do dia 30 juntamente com figurinos especiais assinados pelo artista.

Venham multiplicar!!!

Confira a programação completa:

 

SEXTA 29 DE ABRIL

13:00 AS 18:00 – OFICINA CULTURA NA PASSARELA

(Oficina de confecção e customização de roupas e acessórios com tema inspirado nas Folias De Reis. Com o estilista e criador do projeto “Muqui na Passarela” Wander Polati).

20:00 – ABERTURA DE FOOD TRUCKS – Praça São João Batista/Pracinha do Hotel Nunes

20:00 – PROJEÇÃO DOS VIDEOCLIPES CONCORRENTES AO TROFÉU “MÚLTIPLOS” DE MELHOR CLIPE. – Estação

21:00 – DJ GUSTAVO TXAI – Estação

SÁBADO 30 DE ABRIL

18:00 – ABERTURA FOOD TRUCKS – Praça São João Batista/Pracinha do Hotel Nunes

19:00 – ABERTURA OFICIAL DO EVENTO – Praça São João Batista/Pracinha do Hotel Nunes

19:20 – BANDA PARACHOQUE

20:00 – DESFILE CULTURA NA PASSARELA

(com as peças criadas durante a oficina e com looks especiais do estilista Wander Polati)

20:30 – SHOW COMPETITIVO com o grupo “A MESA”

21:30 – SHOW COMPETITIVO com o grupo VÃO VÃO VÃO

22:30 – SHOW COMPETITIVO com ANDRÉ PRANDO

23:30 – SELEÇÃO TROPICOOL COM ANANDA MIRANDA (Vitória, ES)

00:00 – PREMIAÇÃO | BANDAS E CLIPE

** O público elegerá a melhor banda, fique ligado para retirar seu ticket de votação no evento.


|| CAJU PRODUÇÕES ||

Mariana Candido Gabriel
(27) 9 99881 4863

Assistente de Produção Caju Produções
Vitória ES
(27) 3026 0051

 

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Inscrições abertas para a 2ª edição do Cine.Ema

Cine.Ema Burarama

Apresentadores durante a 1ª edição do Cine.Ema em 2015

Começam nesta segunda-feira, 18 de abril, as inscrições de filmes para o 2º Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável de Burarama, que acontece em Cachoeiro de Itapemirim, com o apoio da Odebrecht Ambiental e outras instituições parceiras. O prazo para inscrições de filmes para a mostra competitiva vai até 30 de abril, no site do Instituto Últimos Refúgios – http://www.ultimosrefugios.org.br/ – onde existe um espaço reservado só para este objetivo.

Os filmes devem ser de curta-metragem em até 15 minutos, nas categorias ficção, documentário e animação, realizados em qualquer ano. A temática é livre, mas a prioridade é para os aspectos ambientais e sustentáveis. Pode participar qualquer produtora ou produtor independente de qualquer parte do Brasil, desde que obrigatoriamente relacione direta ou indiretamente o meio ambiente e questões sustentáveis. Cada proponente pode inscrever quantos filmes desejar.

Já a programação geral do evento, que acontece nos dias 1º e 2 de julho, em Cachoeiro de Itapemirim, terá como tema central “Aves de Burarama”. Além da mostra competitiva de filmes que premiará os vencedores em cada categoria com o Troféu Ema, a programação contempla oficinas, palestras, trilhas ecológicas e shows musicais, entre outras atividades.

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NOVIDADE

Como novidade deste ano, as oficinas acontecerão mais cedo, de 13 de maio a 18 de junho. Os temas previstos são empreendedorismo, produção cultural, observação de aves e cinema ambiental. A finalidade é capacitar a comunidade para o festival, visando estimular os moradores para a prática do cinema ou para o turismo e o empreendedorismo criativo, transformando o distrito de Burarama em referência turística e cultural no sul do Estado.

O Cine.Ema é uma realização do Ministério da Cultura, da Caju Produções e do Instituto Últimos Refúgios, com o apoio da Odebrecht Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o diretor da Odebrecht Ambiental, Bruno Ravaglia, a empresa é uma das parceiras do Cine.Ema pelo compromisso que tem com o desenvolvimento socioambiental das comunidades onde atua, levando os serviços de água e esgoto. “Apoiamos o Cine.Ema já na sua primeira edição, realizada no ano passado, pois o festival traz uma proposta muito interessante: tem em sua programação atividades direcionadas para a importância do meio ambiente e da preservação e produção da água”, afirma o diretor.

Como surgiu o festival 

O Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável de Burarama nasceu da ideia de valorizar a Pedra da Ema, no distrito de Burarama, principal rota turística de Cachoeiro de Itapemirim. A pedra, que de acordo com a posição do sol forma a figura perfeita de uma Ema, é conhecida nacionalmente, sendo uma das referências naturais de Cachoeiro de Itapemirim.

“Burarama tem uma riqueza ambiental e turística que deve ser valorizada. O distrito também tem vocação cinematográfica, tendo sido cenário para filmes locais como ‘O que Beberico vai pensar’, do cineasta cachoeirense Diego Scarparo e, da obra de ficção ‘Teobaldo Morto Romeu Exilado’, de Rodrigo de Oliveira”, destaca o sócio-diretor da Caju Produções, Leonardo Alves.

Mais informações para a imprensa:

Rita Diascanio e Jackeline Gama – Contatus Comunicação – (27) 3089-4100 / (28) 9 9962-8113

Rosa Malena Carvalho e Milena Camporez – Comunicação da Odebrecht Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim – (28) 2101-3377

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Caju Produções produzirá Escola de Compositores em Viana (ES)

Em parceria com a produtora Mariana Sathler, a Caju realizará oficinas de composição com crianças e adolescentes de Viana (ES). O projeto é realizado com recursos do Funcultura e da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.

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Há anos o Espírito Santo têm sido o berço de muitos compositores e músicos que ganharam destaque nacional e internacional, contribuindo para a história da música brasileira. Podemos citar nomes como Jair Amorim, Zé Renato, Carlos Imperial, Sérgio Sampaio, Raul Sampaio, Roberto Menescal, Nara Leão, Roberto Carlos. Apesar disso, nas últimas décadas (e isto se deve certamente a vários fatores) é perceptível um decréscimo no número de artistas de nosso estado que se destacam e se despontam em outros cenários senão os de casa, cabendo uma reflexão importante sobre qual o panorama atual do investimento em novos compositores locais e, ao mesmo tempo, no incentivo para o surgimento de novos artistas.

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Encontro de Mariana Sathler e Fepaschoal (ministrante da oficina) na Escola Maria de Novaes Pinheiros, em Viana (ES)

O projeto “Escola de compositores” busca na infância e na adolescência motivos para incentivar que a garotada trafegue pelos caminhos de imaginação e criatividade, com acesso e oportunidade para conhecer a história de compositores capixabas, experimentando a possibilidade de escrita e de transformação individual e coletiva a partir da música, resultando no aumento de sua autoestima, autoconhecimento e desenvolvimento da capacidade crítica e criativa. O projeto pretende realizar oficinas de composição em escolas públicas do Espírito Santo, em especial em cidades de onde grande parte de nossos artistas são originários, incentivando, também, que estes estudantes conheçam e passem a respeitar/admirar os artistas que surgiram de sua localidade, entendendo-a como potencial.

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A produtora Mariana Sathler divulgando as inscrições para a oficina de composição

O processo metodológico deste projeto se inspira na experiência realizada na Escola Estadual JK (MG) por um grupo de estagiários da disciplina Prática de Ensino do Curso de Música da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) que resultou em composições de crianças de 08 a 14 anos. Um trecho do processo do trabalho é descrito abaixo:

“As composições foram realizadas em grupo. As crianças se organizaram da forma e com quem quiseram. As primeiras reações foram de estranheza. Compor? Compor o quê? Diziam que não sabiam compor, ou que não eram compositores. Diziam que o compositor era alguém muito importante e que eles não eram importantes. Depois desse primeiro momento de estranhamento as crianças foram se organizando. Os grupos foram se modificando ao longo do trabalho. À medida que as composições aconteciam esses grupos tiveram mutações ou porque os interesses iam mudando, ou por se identificarem com os colegas, ou porque gostavam da música do outro grupo que começava a tomar forma. No início havia um grupo que tinha 2 meninos e as demais meninas, mas no final, um aluno ficou sozinho e terminaram 2 grupos: um de 8 meninos e outro de 6 meninas. A composição era livre. A única sugestão dada foi que a música deveria trabalhar com o tema: a escola. Não foi sugerido nem o gênero de música ou estilo, instrumentação, duração ou letra, nem de que lugar partiria ou iniciaria o processo da composição.”

Em breve, mais novidades deste projeto!!!

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Produtor cultural no Espírito Santo é [quase] santo!

 

Por Léo Alves [Caju Produções]

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Espírito São surgiu, em primeiro plano, como uma ode ao “Espírito Santo”, um projeto cultural de apelo devocional que buscava (e busca) identificar ou entender parte do universo de fé que existe dentro do Estado, amparado na sua extrema diversidade geográfica, cultural e religiosa. Eu confesso que não fazia ideia da dimensão universal que o projeto poderia ganhar ao longo do tempo (e em tão pouco tempo).

O tema do projeto (que eu não conseguiria descrever em poucas linhas dada a sua complexidade) é tão abrangente quanto a própria definição de “Santo” e de “Espírito”. O aspecto espiritual, que paira sobre a identidade desta iniciativa é a palavra mais apropriada para guiar os trabalhos de pesquisa e dos encontros que realizamos com pessoas de povos e comunidades distintas e tão semelhantes entre si. O que eu buscava com a primeira ação de Espírito São? Me encontrar como espírito-santense (já que a minha vida e da minha família rural em Muqui sempre foi independente da capital capixaba e do restante do território) e descobrir um Estado que, não apenas se diz “Santo” em seu título, mas carrega em sua bandeira a fé do trabalho, a esperança que renova a possibilidade espiritual de amadurecer, de se reerguer e de continuar uma caminhada.

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Eu continuo em busca (não de uma identidade fechada, fixa, ilusória ou caricata), mas da possibilidade real de experimentar lugares e vivenciar experiências de vida com pessoas que praticam, de fato, essa fé no cotidiano: no coletivo, na família, na comunidade e na preocupação em fazer o bem e perpetuar essa esperança da bandeira “capixaba” que tem cor do céu de Itaúnas. O rosa, manto que cobre o sol que encerra sua apresentação diária, o branco, intermediário, a separação entre o sol e a lua, e azul ainda permanente em tom mais escuro do restante do céu.

Foi nas estradas desse lugar abençoado no norte do Estado que a jornada de Espírito São começou, no início de 2015. Nosso objetivo foi encontrar pessoas com histórias para contar e que envolvesse diretamente seus santos de devoção, ou seus rituais sagrados, íntimos e humanos. O desafio de encontrar as pessoas, entrevista-las e fotografá-las foi aceito (tanto pela equipe quanto pelos próprios personagens encontrados), e o resultado foi um pequeno catálogo de fotos e textos, uma espécie de registro visual e biográfico com o objetivo simples e, ao mesmo tempo, ambicioso de pre-ser-var.

O desafio que esta palavra colocou em nosso trabalho foi (e continua sendo) complexo dada a incerteza de sua real possibilidade. Sim, é claro que é possível preservar memória com ações, materiais, produtos, catálogos, diálogos… mas até que ponto o que fazemos vai penetrar a camada do desconhecido, chegar a ser lido, acessado? Por quem? Para quem? Como fazer este produto ser lembrado e, principalmente utilizado? Como fazer valer todo o investimento realizado na construção de um catálogo sem que haja investimento em publicidade pura e simples? Como estampar e fazer estas histórias serem conhecidas e, principalmente, reconhecidas sem que tenhamos que estampá-las em um outdoor?

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O desafio estava aí e é o mesmíssimo que se apresenta em todo trabalho cultural: a distribuição, a divulgação, o uso. É assim na música, no cinema independente, nas artes visuais. É difícil a missão de ser visto, aplaudido, compreendido, lido e ao mesmo tempo se manter como um fazedor, produtor, artista (a não ser que esta não seja uma missão levada ao cabo por quem faz).

O fato é que, sim, há investimentos em editais culturais (como o que manteve e viabilizou o catálogo de Espírito São em 2015), mas é bem verdade que o papel em se manter, tornar vivo o produto feito, sustentável e útil é o desafio entregue de bandeja com o cheque do “prêmio-patrocínio-apoio” (uma quase “multi-definição” que assim os editais se apresentam em um mesmo certame – os principais do Estado do Espírito Santo) aos produtores culturais, acrescidos dos valores de INSS, Ecad, taxas, Imposto de renda e qualquer outro tributo deixados como um “presente” que eu chamaria (novamente, sendo repetitivo) de desafio ou convite: uma provocação que cheira o tipo do “faça e seja visto, se for capaz”. Quem toma pra si esta tarefa, se organiza, forma uma equipe que ama igualmente o projeto e vive disso com espiritualidade e entrega total tem grandes chances de realizar um feito bastante interessante como foi a primeira entrega ao Espírito São, ao Espírito Santo, amém.

Nesse sentido, o produtor cultural é quase um santo, obrigado a fazer milagre se quiser ver e fazer valer com qualidade aquilo que propôs como objeto em seu projeto cultural. E mais: fazer o projeto tornar-se sustentável não é apenas uma premissa da economia criativa, a visão empreendedora vai além: há de se ter a noção do como que aquele projeto pode sair do papel e, principalmente se desdobrar, mesmo condicionado ao valor de apoio de um certame que (volto a referenciar os editais culturais do Estado do Espírito Santo) obrigam o cumprimento do objeto sem qualquer outro patrocínio complementar. Aí sim o desafio torna-se mais complexo ainda. Onde está o lugar da propriedade intelectual e do próprio direito garantido dentro da meritocracia (que é anunciada como premissa básica dos editais culturais) se você não pode complementar um projeto com outras fontes que também acreditaram em seu produto cultural e na sua ideia. Mais um desafio imposto: As mesmas instituições que incentivam e querem que os projetos sejam “sustentáveis”, limitam sua abrangência de captação de recursos. Mas isso é papo pra político e eu ainda estou preferindo me meter à empreendedor cultural e artista nas horas vagas.

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Agora, o que tudo isso tem a ver com Espírito São? Tudo. Desde o momento em que percebi que a ideia e o conceito, defendido para a realização primeira de um simples catálogo aprovado em um edital cultural do Espírito Santo, poderia render outros produtos culturais, os desafios anteriormente e posteriormente citados neste texto poderiam ser “sanados” com outras possibilidades de repercussão: um documentário, uma série de web TV, as incursões nas universidades, no ensino básico fundamental, nas oficinas, palestras, livros, exposições fotográficas dentre outros. Cumprir a função social, cultural e econômica é papel de uma iniciativa, mas nem toda ela é possível em uma primeira e única empreitada. É preciso um caminho, um processo com ramificações, braços. Entra aí a defesa do projeto “Espírito São” como uma multipataforma de conteúdo. Desdobrar um tema universal em diferentes formatos e garantir a penetração do tema da memória social, da espiritualidade, da cultura popular e da religiosidade em outros meios sociais e diferentes territórios foi um compromisso assumido dentro do próprio conceito da minha empresa: a Caju produções, fundada em 2001 pela minha sócia Tânia Silva.

Indagações impulsionam e ao mesmo tempo, preocupam grande parte da produção cultural quando o assunto é distribuição, divulgação, uso. O que fazemos? Pra quem? Até quando? Desde que iniciei uma vida no campo da produção de cultura, sempre acreditei que qualquer esforço deveria valer a pena e servir uma motivação social ou cultural. Um produto de cultura tem que ser útil para alguém no sentido mais direto da palavra: ser utilizado. Esta premissa começou a tomar o projeto já nos trabalhos iniciais em Itaúnas. Retornar à vila para apresentar o projeto concluído não era mais um desejo ou uma mera contrapartida, era uma obrigação. Mas o desafio continuava: o de tornar o projeto útil.

O interesse em realizar parceria com as escolas municipais da região, envolvendo a memória, a fotografia, a pesquisa e a escrita (que dialogam diretamente com disciplinas como português, literatura e artes) possibilitou que durante o processo já surgisse a oportunidade de criar um projeto paralelo chamado “Espírito Sãozinho”. A ação ainda não chegou a sair do papel, mas foi esta capacidade de entender o projeto com desdobramentos que possibilitou pensar em um projeto multiplataforma. Ao longo das andanças ali mesmo em Itaúnas, Conceição da Barra e São Mateus nos perguntávamos: temos que registrar estas histórias em vídeo, são fantásticas! Daí também surgiu a ideia de transformar Espírito São em documentário, ampliando a forma de registro destas histórias, tornando-as mais dinâmicas pelo olhar audiovisual, tendo chances mais democráticas de acesso.

O catálogo foi finalizado com sete personagens, a maioria deles ligados especialmente às manifestações culturais populares do norte do Espírito Santo como o Ticumbi e o Reis de Boi. O verdadeiro mergulho de nossa equipe dentro do universo destas manifestações possibilitou entender um pouquinho de nossas referências africanas especialmente ligadas à região norte do Estado (Conceição da Barra e São Mateus) instigando pensar em uma futura viagem à Moçambique, o que poderia aumentar as chances de repercussão do projeto em escala universitária já que a proposta seria apresentar Espírito São na Universidade Eduardo Mondlane, uma das mais tradicionais do território africano.

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Um mundo de possibilidades se abriu diante do projeto, a ligação com a educação, em uma escala fundamental e, ao mesmo tempo, universitária atingindo níveis de conhecimento e interpretação amparadas na pesquisa fazem o produto cultural ter força, engajamento e potencial de desdobramento. Sonho de qualquer produtor cultural é ter um projeto viável, crível e ao mesmo tempo realizável e sustentável, um projeto que as pessoas acreditem e entendam a importância, que tenha força identitária e conceitual, que finque raízes e que possa ser “plantado” em qualquer solo. Espírito São nasceu assim. Sem pretensões de ser “grande”, mas com potencial para abastecer-se de conteúdo dos mais diversos formatos, sobrevivendo e se renovando como os próprios espíritos, nem sempre “santos”, mas cheios de histórias para contar como todo território brasileiro.

Espírito São, que em um primeiro momento era a identificação direta com o nome do Estado do Espírito Santo, torna-se a identificação com territórios sãos e santos, espirituais como qualquer lugar sagrado, íntimo, individual ou coletivo desse Brasil, onde a mesma diversidade “capixaba” toma escala grandiosa, fonte inesgotável de referências e de temas densos, complexos e ricos, capazes de alimentar não apenas mais um braço de Espírito São, mas um Brasil São em sua versão mais plural, mais “ão”.

Que venham as novas aventuras, as novas estradas e uma nova jornada.

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