Santina é uma velha benzedeira e parteira que vive no alto da mata no Arraial dos Lagartos. É ela quem parece perceber, parir e provocar na escuridão de sua cegueira, a misteriosa relação e o triângulo carnal e místico despertado por sua neta Inácia entre pai e filho, no seio da família Gusmão, onde uma gravidez, quase inalcançável, é desejada angustiantemente.

Na tentativa de realizar uma ode à diversidade cultural e religiosa do Espírito Santo o projeto de desenvolvimento de “Celeste” é uma experiência de rompimento de certos paradigmas e preconceitos quanto às mentalidades de nossa sociedade relativas ao amor, aos relacionamentos familiares e, acima de tudo, à diversidade religiosa e ao feminismo. Pra além de toda a poesia, o projeto carrega em si, um desejo agressivo de evidenciar e mostrar um Espírito Santo ciente de si: de sua ruralidade, de sua cultura mística, de sua pobreza e decadência e, ao mesmo tempo, de sua riqueza surpreendente (não apenas de paisagens e de mão de obra humana e criativa) como também na riqueza das manifestações culturais de cunho popular e folclórico que são preservadas pela força do povo nos interiores capixabas previstos em suas possíveis locações.

Direção: Raphael Gaspar

Co-produção: Caju Produções e Expurgação Filmes

Roteiro: Léo Alves